terça-feira, 16 de junho de 2020

Hospital de Campanha em Volta Redonda terá leitos de UTI/CTI


Objetivo é o retorno de cirurgias eletivas nos hospitais São João Batista e Retiro

VOLTA REDONDA - O Hospital de Campanha de Volta Redonda, criado pela prefeitura como referência no tratamento de pacientes com a covid-19, o novo coronavírus, vai contar também com leitos de alta complexidade (UTI/CTI). Com uma estrutura temporária para seis meses, o Hospital possui 114 leitos de média complexidade e tem o objetivo de evitar a maior ocupação de leitos na rede de saúde da cidade. 

Porém, a intenção segundo o governo municipal é liberar leitos nos hospitais do Retiro e São João Batista para garantir a maior capacidade de atendimento e o retorno de cirurgias eletivas, por este motivo serão criadas vagas de UTI/CTI no Hospital de Campanha. A secretária de Saúde, Flávia Lipke, explicou que com os leitos de UTI/CTI vão permitir o retorno de cirurgias eletivas nas unidades de saúde como Retiro e São João Batista.

“Vamos referenciar todos os casos de Covid-19 para o Hospital de Campanha. Com isso, teremos mais leitos na nossa rede municipal e poderemos retornar com as cirurgias eletivas”, destacou a secretária.

Segundo as informações da prefeitura, o hospital tem custo mensal de cerca de R$ 270 mil e possui mil metros quadrados com piso estruturado nivelado e elevado a 10 cm do chão, em chapa de compensado naval plastificado, com salas de estrutura octanorm, com climatização através de 30 aparelhos de ar condicionado, além de fornecimento e instalação de iluminação de acordo com padrões hospitalares, quadro de energia independentes, entre outros.

Segundo informou o Prefeito Samuca Silva, todos os equipamentos, assim como toda estrutura física, pontos de energia, gerador, entre outros, são alugados pelo prazo máximo de seis meses, período que se calcula um achatamento maior na curva de contaminação.

“Antes que falem da locação, não locamos apenas ar condicionado, e sim toda a estrutura do Hospital de campanha. Isso porque a unidade tem caráter temporário e não haveria justificativa de em investir em uma estrutura fixa para a covid. A pandemia, apesar de não tem prazo para passar, vai passar. E a rotina das unidades precisa voltar ao normal”, disse o prefeito.

Samuca destacou que um levantamento recente revelou que o município tem um dos menores custos entre as unidades criadas temporariamente para o tratamento do novo coronavírus.

“Temos uma unidade que já salva vidas, com um dos menores custos no país. Temos toda uma estrutura, com uma equipe multidisciplinar, e que visa cuidar de pessoas. Nosso objetivo é esse o tempo inteiro: salvar vidas”, ressaltou o prefeito Samuca.


A equipe multidisciplinar da unidade é composta por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, assistente social, fisioterapeuta, nutricionista e farmacêutica, além da equipe de apoio do Centro de Imagem, do Núcleo Interno de Regulação e de higiene, altamente treinada e de fundamental importância.

Pacientes que tiveram alta do Hospital de Campanha relatam batalha contra a covid-19

Um dos pacientes que recebeu alta na unidade provisória de combate a Covid-19 é o aposentado Sérgio Pereira Gomes, 57 anos, morador do bairro Jardim Normândia, que se internou dez dias após a inauguração do hospital.

“Eu fico até emocionado porque é uma luta grande que todo mundo quer vencer. Tive a sorte de ser atendido por essa equipe maravilhosa. No primeiro dia tive muito medo, mas cada vez que conversava com a psicóloga eu ia acalmando. Fui percebendo que cada profissional ali queria salvar a minha vida e fui acreditando que eu ia sair dessa. Essa doença não é uma brincadeira, é séria”, disse o aposentado, que perdeu o pai de 84 anos, que faleceu em um hospital privado da cidade por covid-19.

A dona de casa Vilma Furtado Nepomuceno, 65 anos, moradora do bairro Santa Rita do Zarur, também passou pelo hospital de campanha.

“Eu venci, graças a todo carinho e cuidado que a equipe do Hospital de Campanha teve comigo. Fiquei 12 dias internada e tinha dia que eu perdia a esperança. Mas a equipe, muito atenta e comprometida, não me deixava desanimar. Hoje estou em casa e muito bem”, disse dona Vilma, que não tem idéia de como e nem onde possa ter pego a doença. “Por isso, faço um apelo para todos se protejam. Precisamos eliminar o vírus da nossa cidade para que as pessoas que a gente ama não fiquem doentes”, apela.

Via: O Dia

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