quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Movimento realiza mapeamento da incidência de incêndios em bairros de Volta Redonda


Com a chegada da Primavera, membros da equipe ambiental do Movimento Ética na Política de Volta Redonda (MEP- VR) analisam as recentes e crescentes queimadas no município. Diante de relatos de moradores e também notícias divulgadas nos meios de comunicação, o movimento realizou um mapeamento da incidência de incêndios em diferentes bairros da cidade, ocorridos entre junho e setembro de 2020.

O levantamento tem caráter informal e pedagógico, a considerar que dados mais apurados podem ser verificados no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O acadêmico de geografia, Christian Leandro Machado e professor voluntário no Pré-Vestibular Cidadão do MEP, elaborou o mapa das ocorrências de incêndios em Volta Redonda para dar ‘visibilidade pedagógica’ ao fenômeno.

“Há uma incidência preocupante, em especial para as áreas no entorno da Pedreira da Voldac e também na Arie Floresta da Cicuta, uma espécie de alerta vermelho”, observou o futuro geógrafo.

Os efeitos dos incêndios em vegetação, tanto nas áreas agrícolas, como nas urbanas são danosos, conforme explica o doutor em Ecologia, membro do coletivo ambiental do MEP, Fernando Pinto.

“Na antiga Pedreira da Voldac vive a coruja gigante (Jacurutu), o maior rapinante noturno do Brasil, e outras dezenas espécies já catalogadas, sem falar da importante flora local. Embora ainda não tenhamos dados concretos, as recentes queimadas nas bordas do maciço rochoso e região, podem ter causado sérios danos, é preocupante”, declarou.

Com o mapeamento, o movimento traçou algumas possibilidades de prevenção. Conforme alertou a coordenadora da equipe, Sílvia Real, ao receber o mapa.

“O cenário é desafiador para todos nós, em especial para o poder púbico. Contudo, é necessário traçar estratégias para evitar o avanço das queimadas, e também trabalhos preventivos, para evitar incêndios criminosos ou espontâneos, devido à forte estiagem”, disse Sílvia Real.

Como indicadores preventivos, a engenheira florestal e especialista em gestão florestal, Dandara Maria, ex-aluna do MEP, elencou algumas orientações.

“Trabalho permanente de educação ambiental; manter atualizado o ‘mapa de monitoramento das queimadas’ e criar vigilância que envolva o Corpo de Bombeiros e PMVR, em especial para o período de estiagem; estruturar no município ‘brigadas voluntárias’, atentar para preservação e recuperação de espaços abandonados, criando possíveis projetos de recuperação, por exemplo, a transformação da Pedreira em Unidade de Conservação e Plantios de árvores, entre outras ações na medida da interação com a comunidade”, sugeriu a engenheira.


Via O Dia 

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