quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

MPRJ recomenda manutenção e instalação de novas câmeras de monitoramento na unidade do Degase em Volta Redonda


Degase tem prazo de 30 dias para encaminhar ofício esclarecendo sobre os esforços para atendimento ou não das disposições da recomendação

VOLTA REDONDA - O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) emitiu uma recomendação ao Departamento Geral de Ações Socioeducativas (DEGASE), para a manutenção das 32 câmeras já existentes e a instalação de novas câmeras de monitoramento em pontos cegos/áreas de sombra do Centro de Socioeducação Irmã Asunción de la Gándara Ustara (CENSE), de Volta Redonda, no prazo de 90 dias. A recomendação foi feita na última segunda-feira, dia 14.

Segundo o MPRJ, o objetivo da medida é melhorar a fiscalização na unidade de cumprimento de medida socioeducativa de internação e destaca no texto, o histórico de notícias e ações ajuizadas, em razão de agressões físicas e psicológicas ocorridas dentro da referida unidade.
Na Recomendação, o Ministério Público aponta que a indicação dos pontos em que as novas câmeras deverão ser instaladas tem base na Informação Técnica nº 1.305/2020, de 19/11/2020, elaborada pelo Grupo de Apoio Técnico Especializado (GATE/MPRJ), a partir da instauração do Inquérito Civil nº 03/2020.

Assim, analisa que para o aprimoramento do sistema de câmeras no local permitirá, por fim, a preservação dos direitos dos adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de internação, uma vez que a falta de monitoramento eficiente impede que os órgãos fiscalizadores da execução das medidas socioeducativas e os próprios destinatários do serviço exerçam um controle efetivo da legalidade dos atos praticados no centro socioeducativo, gerando o agravamento da incidência das práticas de maus tratos e até de tortura.

De acordo com o MPRJ, o Degase tem prazo de 30 dias para encaminhar ofício esclarecendo sobre os esforços para atendimento ou não das disposições da Recomendação, dispondo sobre as providências iniciais já adotadas, a fim de instruir o inquérito civil instaurado no âmbito da 1ª Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude de Volta Redonda. O não cumprimento da Recomendação, sem justificativas formais, levará ao ajuizamento das ações cíveis cabíveis, inclusive, para responsabilização por omissão, sem prejuízo da adoção de outras providências pertinentes. 

Via: O Dia

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