terça-feira, 3 de agosto de 2021

II Colônia de Férias Científica é realizada na Pedreira da Voldac em Volta Redonda


Atividade promovida pelo MEP-VR aconteceu na manhã de domingo, dia 1º

VOLTA REDONDA - Na manhã de domingo, dia 1º, aconteceu a II Colônia de Férias Científica na Pedreira da Voldac, em Volta Redonda. A atividade foi promovida pela Equipe Ambiental do Movimento Ética na Política (MEP-VR) e contou com a participação de 15 pessoas, entre crianças, jovens e adultos.

O ecólogo, coordenador da equipe e responsável pelo evento sociocientífico, professor Fernando Pinto, disse que o evento, mesmo limitado devido a pandemia, deixou claro um sentimento de pertencimento das pessoas pelo local.

“Avalio como super positiva a II Colônia de Férias. O grupo foi muito participativo e atento às pluralidades do local. A ideia foi a dar a conhecer ao grupo, possibilitando a dimensão de pertencimento, fato que na medida que o coletivo ia conhecendo as potencialidades da área, o sentimento de pertencimento foi aumentando”, falou o coordenador.

A visita incluiu uma trilha de 1,2 Km, iniciada às 9h30, e orientada por diferentes especialistas ligados à equipe do MEP, das áreas: história, biologia, ornitologia (especialista em pássaros), engenharia ambiental e arquitetura deram o tom cientifico à atividade. Os especialistas, a cada parada faziam preleções breves sobre a história , hidrografia do local, os impactos agressivos na área e as características da biodiversidade e geodiversidade na Pedreira e entorno.

“Outras dinâmicas lúdicas foram realizadas, e sempre de forma circular” ressaltou o professor Fernando Pinto.

O estudante de biologia, Clener Santos, com sua máquina fotográfica, não deixou escapar nada.

“Tudo impressionou-me, aprendi muito e a cena que muito tocou-me ao registrar os cenários de fauna e flora, foi quando as crianças, em especial tocaram o paredão rochoso com as mãos para sentir a energia da natureza vindo das rochas. Tocou-me muito”, relatou Clener, pela primeira vez na pedreira.

A acadêmica de engenhara ambiental, Sabrina P. Arantes e a arquiteta, Paola Amorim, ao localizarem uma alta e robusta edificação em concreto (local onde faziam cambagem do minério extraído), sugeriram incluir no projeto, como ponto para ‘observatório’ e também como local para descrição da história do local.

Já Heitor, de 9 anos, sempre do lado do pai Paulo, muito atento fotografou tudo, em especial as formigas e pássaros, e no final sugeriu uma limpeza no local para recolher o lixo, e disse que quer ajudar.

Oferendas ecológicas e prevenção às queimadas

Uma importante iniciativa será articulada junto à equipe ambiental, a partir da observação do Sid Soares, ligado ao Conselho de Terreiros das Religiões de Matriz Afro em VR.

“Primeiro, agradeço a oportunidade de estar com vocês. De fato, a região inserida na Mata Atlântica, a pedreira, carrega a presença do sagrado, daí a importância da população, e mais ainda a população de matriz afro conhecer para ter o sentimento de pertença e cuidado. As oferendas expostas que vimos, preocupou-me, a forma agressiva, os restos de velas, produtos plásticos e vidros quebrados, parece mais um ‘deposito de lixo’. Se o que ofereço, destrói ou corrompe algo, deixa de ser algo que me remete ao sagrado. Há uma agressão ao ambiente e isto provoca queimadas”, comentou.

Sid Soares, que é também Bombeiro Militar, acrescentou: “a ideia é trazer a comissão para dentro do projeto ambiental, e de forma lúdica, educacional mostrar como as oferendas podem ser feitas de uma forma ecológica”, propôs Sid Soares, comprometendo- se a agendar uma data para uma visita pedagógica com seus pares.

Via: O Dia

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