sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Mãe de Volta Redonda conta as experiências da filha com síndrome de Down: 'Eu respeito o tempo dela'


No Dia Nacional da Criança com Deficiência, g1 conta a história da pequena Laura dos Santos, de 7 anos, que 'cativa todos que convivem com ela'.

VOLTA REDONDA - "Eu respeito o tempo dela. Ela estudou direitinho desde que tinha um aninho de idade, vai pra escola até hoje. Apesar das suas dificuldades, tem a vida mais normal possível", conta Monike dos Santos sobre as experiências da filha Laura dos Santos, de 7 anos, que tem síndrome de Down.

Nesta quinta-feira (9), Dia Nacional da Criança com Deficiência, o g1 conta a história dessa relação entre mãe e filha, recheada de muito amor e superação.

A moradora de Volta Redonda (RJ), de 36 anos, já tinha uma filha quando se casou novamente e engravidou pela segunda vez. Ela fez todo o acompanhamento durante a gestação, mas foi na hora do parto que veio a surpresa para a família: Laura tinha síndrome de Down.

"Eu só descobri quando ela nasceu. Mesmo fazendo exames e o pré-natal regularmente, como ela nunca apresentou nenhuma alteração, tipo cardiopatia, que é muito comum em portadores da síndrome, não fiz exames mais aprofundados até o nascimento", explica Monike.

A síndrome de Down é uma alteração genética, caracterizada presença de três cromossomos 21 nas células e não dois, como na maioria das pessoas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de cada 700 nascimentos no Brasil, um é de pessoa com Down.

Laura dos Santos, criança de Volta Redonda com Síndrome de Down, em seu batizado — Foto: Divulgação/Redes sociais

Monike lembra do nascimento da filha com muita emoção: "A alegria de ter um filho em seus braços é inexplicável, um amor incondicional. Sinceramente, o fato dela ter a síndrome não me abalou, pois não tinha muito conhecimento a respeito".

Segundo Monike, apesar da surpresa, ela estava decidida a dar todo o apoio para a filha. Mesmo assim, a possibilidade da criança sofrer no futuro a preocupou desde o primeiro momento, quando de fato entendeu do que se tratava a síndrome.

"Na época, quando fui conversando com os médicos e eles me disseram que ela teria que fazer exames, eu fiquei bastante preocupada. Eles me diziam que ela teria dificuldade de falar, de andar. Na verdade, é um medo que não gosto de lembrar. Medo dela ser rejeitada por familiares e amigos, medo de precisar fazer cirurgias, medo dela não andar, ou não conseguir se expressar", relembra Monike.

Segundo a mãe, 15 dias após o nascimento, Laura já estava inscrita na Apae (Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais) e no Follow Up, programa em Volta Redonda que ajuda crianças com deficiência.

Seguindo o seu próprio ritmo e sendo acompanhada de perto por diversos profissionais, Laura já sabia andar com dois anos de idade. De acordo com Monike, foram necessárias muitas fisioterapias para que ela tivesse essa conquista.

Laura dos Santos, quando ficou de pé pela primeira vez, em Volta Redonda / Foto: Divulgação/Redes sociais

Agora com 7 anos, Laura se tornou uma criança esperta e ativa, que conquista todas as pessoas ao redor dela. De acordo com a mãe, todas as suas preocupações de que a filha sofreria rejeição foram infundadas.

"Pelo contrário, a Laura é muito amorosa, então ela tem um cuidado e um carinho que cativa todos que convivem com ela", explica Monike.

Além disso, ela pode sempre contar com o apoio da família, em especial, da filha mais velha. Larissa dos Santos, de 11 anos, sempre teve muita amizade e cuidado com a irmãzinha.

"É legal ser irmã mais velha, mas tem hora que é meio chato. Mas a gente brinca muito juntas, quando entramos na piscina a gente se diverte bastante, jogando água uma na outra", conta Larissa.

Larissa e Laura dos Santos, irmãs de Volta Redonda / Foto: Divulgação/Redes sociais

Via: G1

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