Luan Martins, que é natural de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, chegou ao país com outros quatro colegas de time. Eles desembarcaram no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, na madrugada desta sexta-feira, (04).
VOLTA REDONDA - "Estou aliviado. Foi muito tenso. Vivi momentos terríveis lá e agora só quero ficar com minha família, descansar, porque foi dureza". Essas foram as primeiras palavras do jogador brasileiro Luan Martins quando chegou ao Brasil na madrugada desta sexta-feira (04 de março) após fugir da guerra na Ucrânia.
Luan, que é natural de Volta Redonda (RJ), desembarcou no aeroporto de Guarulhos (SP) por volta de 4h30. Quando saiu da sala de desembarque, ele reencontrou a esposa, o irmão e a cunhada, além da cachorrinha, que saiu correndo para receber o tutor.
"Nosso reencontro foi lindo. Cada pessoa que passava pela porta meu coração saltava pensando que era ele. Quando ele chegou, nossa cachorrinha saiu correndo de encontro a ele. Já eu, fiquei aguardando ansiosamente pelo nosso abraço", disse Vanessa Paula, esposa de Luan.
O voo de Luan saiu de Budapeste, capital da Hungria. Antes de chegar ao Brasil, o voo ainda fez escala em Frankfurt, na Alemanha.
Após desembarcar em Guarulhos, Luan entrou em um carro com destino a Volta Redonda, onde mora a família. A previsão é que ele chegue ao munícipio e reencontre seus pais por volta de 9h30.
Luan recebe carinho de sua cadela na chegada ao Brasil
Foto: Divulgação/Arquivo pessoal
Viagem de três dias para fugir da guerra
Na última sexta-feira (25), Luan resolveu deixar a Ucrânia junto com outros quatro brasileiros colegas de time. O grupo saiu de Kharviv, cidade onde morava, em um trem com destino a Kiev, capital do país.
Eles dormiram na estação e seguiram para Lviv. De lá, eles foram de carro até Ushgorod, onde tiveram que passar pela imigração para entrar na Eslováquia.
"Quando a gente chegou em Kiev, recebemos a informação de que iria ter ataque aéreo. A gente ficou parado por 10 horas. Não tinha o que fazer. O trem todo apagado e a gente em silêncio total. Quando liberou pra gente ir, tinha mais sete horas de viagem. [...] A gente passou umas 32 horas mais ou menos viajando de trem", contou Luan.
Em território eslovaco, um casal de brasileiros estava esperando pelos jogadores, que receberam hospedagem na casa deles, em Kosice. Eles ficaram lá por três dias até conseguirem passagem de volta para o Brasil.
Na foto, Luan e os companheiros de time na fila de imigração na fronteira com a Eslováquia Foto: Divulgação/Arquivo pessoal
Via: G1
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