sexta-feira, 3 de junho de 2022

Especialistas debatem sobre montanha de escória em Volta Redonda


Tema foi abordado durante encontro virtual

VOLTA REDONDA - Um encontro online abordou a questão sobre a montanha de escória da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) no bairro Brasilândia, em Volta Redonda. A reunião ocorreu na tarde de quarta-feira, (01 de junho). 

A situação foi debatida pela Promotora Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), Gisela Pequeno Guimarães, juntamente com os técnicos do Grupo de Apoio Técnico Especializado (GATE/MPRJ).

Durante cerca de duas horas, engenheiros, biólogos, geólogos, geógrafos e químicos do (Movimento Ética na Política de Volta Redonda (MEP-VR), da ONG Baía Viva, da Comissão Ambiental Sul, do SENGE-VR, do CREA-RJ, e morador do bairro Volta Grande IV discutiram a urgente necessidade de ‘minimizar’ os impactos socioambientais provocados pela montanha de escória.

No decorrer do encontro foram feitas argumentações técnicas, especialmente, a atenção às mudanças climáticas atuais que podem impactar a 'montanha' e também pontuações evidenciadas no dano ambiental e ao ser humano provocadas pela pilha de escória e entornos. Mapas da área foram apresentados pelos especialistas e revelam que a pilha aumentou e avançou para o Rio Paraíba do Sul.

“... É visível a proximidade da escória com o rio Paraíba, também há necessidade de termos dados hidrográficos e geofísicos da estabilidade da pilha. É urgente e necessária a realização de monitoramento da água subterrânea. Também e criar pontos de avaliação da qualidade da água do córrego”, disse um dos especialistas com base em vistoria in loco.

 Com argumentações científicas e mapas da área, os especialistas ressaltaram que a montanha avançou para o rio Paraíba do Sul / Foto de Divulgação/ MEP-VR

O MPRJ, através da promotora Gisela e os técnicos acompanharam atentamente a exposição dos especialistas. Eles argumentaram que já existe uma cobrança à CSN para importantes correções, e o novo TAC está em discussão com o INEA.

“As argumentações apresentadas serão avaliadas e manteremos canal aberto de diálogo com vocês, e que uma audiência pública está prevista, e os senhores serão convidados, antes do fechamento do TAC”, falou a promotora.

Via: O Dia

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